Sinceramente? Você sabe quando está certo de algo que fez? Acho que
nunca saberemos o caminho certo a tomar, na verdade, a possibilidade pode ser mínima
de algo que você faz, com o coração, claro, inevitavelmente é um erro. Mais
como sabermos se o nosso erro é completamente inoportuno?
Sem muitas palavras, sem pensamentos, nos entregamos sem querer ao
que sentimos, por que nos ferimos com nossas próprias decisões? Qual a
diferença entre o amor e a paixão? Certas perguntas que eles não sabiam
responder mais sabiam todas as respostas quando estavam juntos sabe.
Por um momento não queriam as respostas de todas essas questões mais
sabiam que teriam que as respondes a si mesmos. Qual de nos nunca tivemos um
conto de fadas com todos os monstros e bruxas, cavalos brancos e tal?
Os instantes mínimos que passavam juntos eram como flores a desabrochar
na primavera ou uma gota de chuva durante um beijo ríspido e demorado no
inverno , quando apenas passavam horas olhando as constelações , Principalmente
quando não era essa a intenção do momento, mais pra lhes ser bem sincero, não sabiam
qual seria a resposta pra uma só questão
– O que sentiam um pelo
outro?-
Quando somos crianças não nos ensinam qual a reação correta a ter
com uma pergunta como essa, se perguntavam entre olhares as certezas de cada um
, era como se não tivessem medo, mais
sabiam que não deviam , eram levados a fazer juntos aquilo que não deveriam ,
mais com uma segurança e com vontade .
Num dia chuvoso, daqueles que quando você olha o horizonte não ver
nada, apenas sua imaginação descreve o que tem através da névoa.
Ele a olhava sem ver o que estava ao seu redor, e apenas conseguia
ver os seus olhos claros sua boca vermelha seus cabelos meio presos meio soltos
, pareciam dançar nas nuvens como quando o vento os tocava, ele apenas a olhava
admirado –Ela se prejudicaria ao estar ao meu lado- pensava, mais ele não conseguia
manda-la embora , sumir de sua vida , ninguém nunca o entendia e ela era seu
conforto, cada movimento seu , cada suspiro , cada palavra ao seu ouvido que
ela dizia o deixava cada vez mais vulnerável , cada vez que ficava aninhado em
seus braços o deixava tão tranquilo , esquecia de tudo , mesmo quando não havia
estrelas mesmo quando não havia certeza que amanha ela estaria lá outra vez,
apenas pensava que aquele era o momento deles , quando mais ninguém poderia vê-los
, questionar sobre seus atos , julgar seus desejos , ameaçar a única forma de
tranquilidade que ele tinha , Ela não era como quando ele brincava na chuva ,
nem quando comia os deliciosos doces da mãe quando criança , e sim era toda a
nostalgia de sua infância , a ferocidade de quando aquele momento entre os dois
acontecia ele , não sabia como demonstrar não sabia o que falar , queria falar
qualquer coisa que fosse mais não sabia as palavras corretas pra todo aquele
momento, quando pensava em dizer algo , ela o interrompia , -“meu garotinho”-
isso o deixava mais afago que qualquer que
seja uma frase de consolo elaborada num momento qualquer , ele apenas a calava
com seu beijo demorado seus carinhos e suas horas de amor diante das estrelas .

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